Concurso Receita Federal 2017

A Receita Federal (RF) está para divulgar a qualquer momento o edital para o seu novo concurso. A expectativa é que essa divulgação ocorra no começo de 2017, embora houvesse indícios que seria divulgado ainda esse ano.

Para este próximo concurso, tudo indica que serão abertas vagas para quatro cargos: técnico-administrativo, analista técnico administrativo, analista tributário e auditor fiscal. Os concursos da Receita Federal costumam ser realizados pela ESAF, para auditor fiscal o último edital foi lançado em 2014 e para analista tributário em 2012. Já foram incluídas cerca de 400 vagas no Projeto de Lei Orçamentária Federal para 2017.

Se o seu desejo é se destacar e conseguir uma vaga em concurso como esse, o ideal é você começar a estudar agora mesmo! As vagas para entrar na Receita Federal costumam ser muito concorridas em função dos bons salários oferecidos e deixar para a última hora não será uma boa opção. Existem milhares de pessoas que já estão se preparando para o concurso e quem não começa cedo sua preparação acaba ficando para trás.

Existem vagas para os mais variados tipos de formação escolar. Mesmo quem tem apenas o ensino médio completo poderá candidatar-se às vagas de assistente técnico administrativo, mas também existem ótimas oportunidades para alunos com formação superior. Vale lembrar, o processo seletivo é muito competitivo e consiste de provas objetivas e discursivas, isso mesmo, no plural.

Uma boa maneira de começar a estudar é dando uma olhada nos editais e provas anteriores para ver quais as áreas de conhecimento precisam estar na ponta da língua. E se você é o tipo de pessoa que não consegue estudar sozinha, a estratégia concursos oferece vários cursos preparatórios específicos para este concurso da Receita Federal. Não perca essa oportunidade.

Acompanhamento do processo

As datas para as inscrições ainda não foram oficialmente anunciadas, mas é bom ficar atento, pois a qualquer momento pode vir alguma oficialização do processo com as datas limites para inscrição e da realização das avaliações. Neste período também serão anunciadas as vagas para cada área, porém não espere o anúncio oficial para iniciar sua preparação. Tenha em mente qual vaga você deseja e quais os temas de maior relevância para estudo.

A previsão para este próximo concurso da Receita Federal é de 9.000 (nove mil) vagas, destas, quatro mil vagas serão para assistente técnico-administrativo, mil para analista técnico-administrativo, 2500 para analista-tributário e 1.500 para auditor-fiscal. Fique atento com as atualizações, assim que tivermos novidades publicaremos aqui mesmo para você. Enquanto isso, não perca tempo e comece sua preparação.

Cursos para Analista de Informática da Receita Federal

O cargo

Por se tratar de um órgão bastante amplo, existem várias funções a serem desempenhadas. O âmbito funcional da receita pode ser dividido em duas grandes áreas: a área aduaneira e a área de tributos internos. A área aduaneira é a área responsável pelo controle do comércio exterior em relação aos tributos, as funções desempenhadas nessa área estão relacionadas ao trabalho em fronteiras e em aeroportos ou portos.

Funcionários dessa área podem trabalhar abordando navios e aviões que chegam do exterior, bem como de viajantes. Além disso, analisam operações de importação e exportação, são serviços de inteligência que visam encontrar operações que possam ser ilícitas de alguma maneira.

Já a área de tributos internos cuida da fiscalização das operações tributárias realizadas dentro do território nacional. A gama de atividades nesta área também é bastante extensa – alguns servidores trabalham com a fiscalização em si, outros trabalham com o atendimento ao público e outros com análise de medidas judiciais. Existe ainda a área de gestão de pessoas (recursos humanos), área de tecnologia da informação, entre várias outras.

Uma dúvida comum entre os candidatos é sobre a remoção, uma vez que a maioria das vagas costuma ser para trabalhar nas fronteiras. A Receita Federal sempre realiza concursos de remoção. Estes concursos internos de remoção geralmente são realizados antes do lançamento de editais externos para preenchimento de vagas.

Ao contrário do que se possa imaginar, o concurso de remoção não consiste em uma prova convencional com questões e ranking de notas. O critério para ganhar a sonhada remoção é o chamado “tempo de casa”, ou seja, a preferência é daqueles servidores que trabalham na Receita Federal há mais tempo. E o que poucos sabem é que os funcionários que trabalham nas fronteiras têm o seu “tempo de casa” calculado com um multiplicador, mas esse multiplicador varia. Por exemplo, um servidor que está em uma fronteira bem distante há dois anos, e com o fator multiplicador ele pode ser totalizado com seis anos de trabalho.

É importante lembrar que serão abertas vagas para quatro cargos específicos dentro dessas duas áreas para os quais você poderá se candidatar: assistente técnico administrativo, analista administrativo, analista tributário e auditor fiscal. O primeiro cargo executará funções mais simples, enquanto que o último tem a atuação mais complexa. Abriremos os pré-requisitos de cada um a seguir.

Requisitos, organizadora, etapas do concurso e evolução do subsídio do cargo

Conforme adiantamos, os assistentes técnicos administrativos da Receita Federal terão funções mais simples no dia-a-dia e estarão focados em atividades de apoio e suporte aos demais funcionários. Isto significa uma menor atuação nos processos mais importantes e, claro, uma exigência menor, o que não significa que a prova é mais simples. Para este nível, se aceita o nível médio de ensino, desde que realizado em uma escola credenciada. Para os demais cargos, porém, a exigência mínima é de ensino superior completo em qualquer área e não possuir antecedentes criminais.

O exame é geralmente organizado pela Escola de Administração Fazendária (ESAF), conhecida por ser uma das bancas mais difícil entre as existentes. Foi ela que organizou as últimas provas e essa decisão deve ser mantida para este novo concurso. A prova é complexa, com grande volume de candidatos e necessário grande preparação para a sua realização. Esse exame é visto como um dos mais desafiadores do país.

A primeira etapa do processo consiste em três provas objetivas com vinte e duas disciplinas, veja mais abaixo sobre os temas, cada uma delas valendo 120 pontos. Existem disciplinas básicas língua portuguesa e matemática, por exemplo, e outras avançadas específicas do assunto do concurso, em especial voltadas para direito, economia e contabilidade.

Para avançar à segunda fase é preciso atingir 40% de acerto em cada disciplina individualizada, além de ter uma média de acerto de 60% no resultado geral. Ou seja, caso você acerte 62% de todas as questões, mas tenha acertado apenas 30% das questões de Administração Geral e Pública estará eliminado do processo.

Na segunda fase a prova é ainda mais complexa, com questões discursivas e de sindicância. As disciplinas desta etapa são centradas nos assuntos da Receita Federal, especialmente Administração Pública, Auditoria, Direito e Contabilidade. Não se preocupe com as matérias mencionadas aqui, temos uma seção dedicada ao tema. Para ser aprovado é preciso manter o nível de acerto na casa dos 60%.

A dificuldade do concurso costuma ser compensada pelos subsídios oferecidos, e que justificam a sua popularidade. A remuneração para o próximo concurso irá girar em torno de R$ 10.623,92 para o cargo de analista tributário (nível superior), R$ 18.754,20 para o cargo de auditor fiscal (nível superior) e R$ 3.756,82 para o cargo de técnico administrativo (nível médio).

Gostou? Então estude, porque nenhum processo é tão disputado quanto este e muitos dos aprovados estão se preparando há muito tempo. É comum encontrar histórias de quem se prepara para o concurso por anos até conseguir uma vaga.

Lotação dos aprovados e organização do órgão

Após a seleção dos aprovados, o ESAF fica responsável pela alocação daqueles que foram selecionados para a Receita Federal. No momento das provas não há definição de localidade, etapa esta que é feita após a finalização e obedecendo a um ranking classificatório – os melhores resultados terão preferência nas alocações.

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Análise do Último Edital

O último concurso para auditor fiscal (nível superior) foi aberto em 2014. A primeira etapa foi constituída de três provas: prova objetiva de conhecimentos gerais, prova objetiva de conhecimentos específicos e prova discursiva, e a segunda etapa foi a sindicância de vida pregressa. Na ocasião o valor da inscrição para o concurso foi de R$ 130,00 e foram abertas 278, sendo que destas, 14 foram reservadas para candidatos com deficiência.

Conforme explicamos anteriormente, o índice de acerto em todas as provas precisa ser alto. O valor geral de acertos nas provas deverá ser de 60%, e nas provas objetivas nenhuma disciplina poderá ter menos de 40% de aproveitamento.

Para o cargo de analista tributário, em 2012, as etapas de seleção foram as mesmas, a taxa de inscrição foi de R$ 100,00 e foram abertas 750 vagas. Dessas 750 vagas, 700 foram para área geral e 50 para área de informática.

Os primeiros exames eram divididos para as várias áreas existentes, fato esse que já não existe mais. Para aperfeiçoar o processo, a ESAF dividiu em apenas duas áreas: tributária e aduaneira, sendo um exame diferente aplicado para a área de tecnologia da informação, cerca de 10% do total de vagas. A partir de 2005, outra novidade: prova unificada com todas as disciplinas para muitos candidatos, fato esse que pegou muitos de surpresa, já que não haviam se preparado para todos os assuntos.

Em 2010, a ESAF incluiu na avaliação novas disciplinas de Direito, Auditoria e Administração, além de criar a segunda fase com provas discursivas – modelo que passou a ser seguido até o último edital. Essa breve retrospectiva foi feita para alertar que a organização da prova costuma ter alterações e, portanto, o preparo deve ser da melhor forma possível, inclusive para eventuais surpresas.

Obviamente, estudar editais anteriores é mais do que recomendável, mas obrigatório. O estilo de questões e abordagem dos temas podem ter relações de temáticas semelhantes e ajudam na preparação. A vantagem das mudanças é que as provas anteriores ao ano de 2010 apresentam um modelo muito diferente e, portanto, o foco deve ficar apenas nas provas mais recentes.

Fazendo uma breve análise dos editais recentes para os cargos de auditor tributário, percebemos que há um grande equilíbrio dos temas na prova de 2010, variando entre 10 e 20 questões por disciplina. Em 2012, 25% das questões foram sobre legislação tributária e aduaneira. Em seguida, as mais importantes foram direito administrativo e tributário. Portanto, vale a pena fazer um esforço maior nestes conteúdos, ainda que essa relação possa mudar no próximo concurso.

Análise da Prova

Para o cargo de auditor fiscal, a última prova de conhecimentos gerais foi composta por 70 questões distribuídas nas seguintes áreas do conhecimento:

  • Língua portuguesa;
  • Espanhol ou Inglês;
  • Raciocínio lógico-quantitativo;
  • Administração geral e pública;
  • Direito constitucional;
  • Direito administrativo.

O mesmo número de questões (70) compôs a prova de conhecimentos específicos, que abrangeu as seguintes áreas do conhecimento:

  • Direito tributário;
  • Auditoria;
  • Contabilidade geral e avançada;
  • Legislação tributária;
  • Comércio internacional e legislação aduaneira.

E a terceira prova objetiva, que também abrange conhecimentos específicos, foi composta de duas questões, uma questão referente a direito tributário e outra referente a comércio internacional e legislação aduaneira.

Já para o cargo de analista tributário a prova de conhecimentos gerais foi a mesma para as duas áreas e foi composta por 75 questões distribuídas nas seguintes áreas do conhecimento:

  • Língua portuguesa;
  • Espanhol ou Inglês;
  • Raciocínio lógico-quantitativo;
  • Direito constitucional e administrativo;
  • Administração geral.

A prova de conhecimentos específicos para a área geral tinha 60 questões distribuídas entre as seguintes áreas do conhecimento:

  • Direito tributário;
  • Contabilidade geral;
  • Legislação tributária e aduaneira.

A prova de conhecimentos específicos para a área de informática tinha 60 questões distribuídas entre as seguintes áreas do conhecimento:

  • Direito tributário;
  • Contabilidade geral;
  • Informática.

Portanto, vale aprofundar-se nos temas de acordo com a quantidade de vezes que apareceram ao longo dos últimos exames já que aquelas mais abordadas possuem boa possibilidade de aparecer novamente.

Conhecimentos Gerais

Agora que você já tem uma noção da composição da prova, é importante também sabe no que focar na hora dos estudos. Lembrando que focar é diferente de ignorar, ou seja, mesmo que perceba que é importante dedicar maior tempo a algumas disciplinas, todas devem ser estudadas. Cuidado para não menosprezar um conteúdo, pois pode ser ele que causará uma eliminação precoce.

Na parte de conhecimentos gerais, o foco deve ser a língua portuguesa. Possivelmente serão vinte questões contra dez dos demais assuntos. Depois da língua portuguesa, as disciplinas com maior cobrança são raciocínio lógico e língua estrangeira, inglês ou espanhol.

Cuidado para não subestimar essa parte da avaliação. Com o pré-requisito de 40% de acertos por disciplina, é preciso acertar ao menos quatro questões de cada tema, sendo oito no caso da língua portuguesa já que o número de questões é dobrado. O grande objetivo desta parte da prova é evitar a eliminação.

Conhecimentos Específicos

A parte de conhecimentos específicos compõe a outra parte da avaliação objetiva. São 70 questões com peso de mais da metade da prova (52%), por isso é importante focar nesses assuntos. A divisão é praticamente uniforme entre eles.

A prova de conhecimentos específicos é organizada com questões de Auditoria e Legislação Tributárias (10 perguntas), Contabilidade (20 perguntas) e Direito Tributário (15 questões) e Comércio Internacional (10 perguntas). Caso queira focar em alguns assuntos, o ideal é que sejam Direito Tributário e Contabilidade em razão da maior quantidade de questões.

Prova Discursiva

Caso seja aprovado nas questões objetivas, você deverá encarar as temidas provas discursivas. Temidas porque elas exigirão muito, principalmente na parte de resistência física. A maior parte delas apresenta textos longos e exigem gestão do tempo para que o candidato não se perca ao longo da prova.

Essa etapa é composta por duas questões, geralmente dividida em Direito e Comércio Internacional. Aqui o cuidado deve ser o enunciado, visando evitar que alguma informação deixe de ser respondida. O tamanho da resposta também é rigoroso. Embora a margem seja boa, entre 20 e 40 linhas, não respeitar o procedimento pode resultar na anulação da questão.

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Comparando os últimos editais

Lembra que na análise dos últimos editais falamos sobre as mudanças entre as últimas provas realizadas? Caso tenha passado batido, sugerimos que reveja a parte para ter claro que a ESAF, apesar de sempre ser responsável pela confecção das provas, gosta de criar novidades e alterações. Não olhe as provas anteriores com a certeza de que as novas serão no mesmo modelo.

É evidente que não são alterações drásticas. Os assuntos serão sempre os mesmos, afinal existem certos conhecimentos que devem ser analisados antes da seleção. O auditor fiscal precisa ter conhecimentos claros de direito e contabilidade, por exemplo. Por outro lado, o método de avaliação pode apresentar surpresas.

Não se esqueça do exemplo que demos quando a ESAF abrigou todas as provas, que antes eram separadas, em apenas uma. Não houve aviso prévio e quem foi “engessado” pode ter se assustado com a novidade. Outro exemplo é ainda mais recente: em 2012 foram três provas objetivas, reduzidas a duas em 2014.

Outro aspecto que costuma variar é a quantidade de questões. Não pense que a quantidade é sempre a mesma. Nos dois anos citados (2012 e 2014), o número de questões objetivas foi 30% menor. Podem ser incluídas novas disciplinas também. Fique atento a tudo para não ser surpreendidos. Estar sempre antenado com as principais notícias do país também é fundamental – elas costumam servir de temática para as questões.

Concorrência

A dificuldade da prova não é por acaso. O concurso para ingressar na Receita Federal como auditor fiscal é um dos 10 mais concorridos do país. Em 2009, por exemplo, foram 115 candidatos por vaga aberta. Para os últimos concursos, a situação foi bastante concorrida também. Em 2012 foram 104 candidatos por vaga e no último edital, em 2014, 125 candidatos.

A alta concorrência é mais um alerta para a necessidade de uma boa preparação para a prova. Se você ainda tem dúvidas sobre a dificuldade, outro dado interessante: apenas 8% dos candidatos conseguiram um índice de acerto maior ou igual a 80% no último concurso.

Rito do Concurso

Se você é ansioso, temos uma notícia boa sobre o concurso da Receita Federal: o prazo entre a publicação do edital e a nomeação dos candidatos que foram aprovados é muito curto. Ou seja, ao menos você não terá muita demora em saber seu resultado.

O lado ruim dessa velocidade é que o tempo de preparação após a abertura das inscrições e a realização da prova também é curto. Na última edição, em 2014, foram cerca de 60 dias – ou seja, apenas dois meses. Por isso é importante estar estudando com antecedência e com boa preparação para realizar as avaliações. Aguardar o anúncio para iniciar os estudos pode ser fatal.

Histórico de nomeações

Outra boa notícia sobre concursos da Receita Federal está na nomeação. Boa parte dos aprovados é nomeada. Foram assim nas últimas duas edições, quando todos os convocados todos os aprovados em 2012 e, em 2014, o excesso de candidatos foi deixado em cadastro de reserva para aprovação futura – foram mais de 500 aprovados para 278 vagas em edital.

Déficit da carreira e sobre o concurso

A contratação de funcionários para a Receita Federal é necessária, mas esta é uma área com situação curiosa. Muitos dos mais de dez mil auditores fiscais atuam atendendo o trabalho de fiscalização e cobrança, mas a casa ainda precisa de mais profissionais para atuar com apoio e assessoria. Ou seja, há um desvio da função original deles que precisa ser corrigida.

Para isto, seria preciso aumentar o número de analistas, hoje em quantidade pouco acima dos sete mil funcionários. Essa correção deverá acontecer com este novo edital. Outro problema são as aposentadorias, já que acontecem cerca de 600 por ano, desfalcando a casa.

Colocando em números, o déficit no período dos últimos concursos, entre 2009 e 2014, está na casa dos dois mil auditores, deixando claro que já está mais do que na hora de reabrir as convocações. Além das aposentadorias, cerca de três mil funcionários estão em abono e poderão se aposentar assim que desejarem, causando um gap ainda maior a ser controlado.

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Detalhes, estatísticas, dicas e oportunidades na Receita Federal

Quem esclarece e explica as informações contidas neste texto é o professor Arthur, da Estratégia Concursos, que passou no concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal em 2009 e já acumula um histórico de sucesso, tendo se formado como Engenheiro Aeronáutico no ITA, e trabalhando por cinco anos na sua área de formação na Embraer antes de decidir ingressar na Receita.  Professor da Estratégia Concursos desde 2011 leciona matérias na área de exatas, raciocínio lógico, estatística, matemática, matemática financeira.

Segundo o Professor Arthur, atualmente, a Receita Federal é a responsável pela arrecadação de cerca de um trilhão de reais por ano por intermédio dos tributos recolhidos inerentes a fiscalização realizada pelo Órgão. Tais tributos beneficiam não só o Governo Federal, mas também os Estados e Municípios visto que determinadas fatias do que se arrecada pela Receita são distribuídas entre as três instâncias federativas.

Outra função bastante importante da receita é controlar o comércio exterior brasileiro, para ter-se ideia da extensão deste trabalho, estima-se que a atividade de importações e exportações no Brasil ultrapasse os 600 bilhões de dólares anuais, com um fluxo diário de dez mil declarações de importação sendo registradas pelo órgão – para não falar das mais de vinte milhões de declarações de imposto de renda ao ano,  dados esses que representam um grande montante de dinheiro que precisa ser monitorado e fiscalizado a fim de garantir o respeito à legislação brasileira e o recolhimento correto do que é devido ao Estado.

É importante ressaltar, que a maior parcela das operações realizadas na região aduaneira é regularizada e comprovadamente legalmente, contudo, em meio a tais mercadorias há também produtos provenientes de tráfico de drogas e armas, contrabando, mercadorias falsificadas, entre outra série de irregularidades aduaneiras as quais cabe a Receita Federal investigar e tomar as providências cabíveis.

Por ser um órgão que abrange todo o território Brasileiro, a Receita Federal oferece oportunidades para os mais diversos profissionais – não somente os de perfil administrativo – mas também jornalistas, advogados, policiais, pilotos de helicóptero e lancha, psicólogos.

E as oportunidades presentes no órgão não se restringem ao território Brasileiro, podendo o profissional conseguir funções no exterior, visto que a Receita Federal possui escritório na Organização Mundial das Aduanas – que faz parte da ONU- cuja sede é em Bruxelas. Porém as representações da Receita Federal Brasileira no exterior não se restringem a Bruxelas, temos auditores em Washington, Uruguai, dentre outros países. Mesmo que não se tenha o objetivo de morar fora do país, ainda sim há a possiblidade de troca de experiência com profissionais estrangeiros, já que o Brasil recebe delegações das mais variadas regiões do mundo.

Sem dúvidas, para ter acesso a essa gama de oportunidades é necessário ter foco nos estudos e dedicar-se para estar entre os mais bem colocados no concurso. Uma boa notícia é que desde 2009 a Receita vem seguindo um padrão que oferece maiores chances aos bem colocados.

Acontece que em 2009, ano em que Receita ofereceu 450 vagas para Auditor, foi o primeiro ano em que foi aplicada a regra dos excedentes que permitiu que no ano posterior a nomeação dos classificados no concurso, ainda fosse chamado o equivalente a 50%, 225 candidatos dos convocados anteriormente, somando 675 aprovados e empossados. Já no ano de 2012, devido a uma prova com o grau de dificuldade maior, das 200 vagas oferecidas, somente 275 candidatos conseguiram a pontuação mínima, tendo assim a Receita Federal aproveitou e convocou o total de candidatos classificados. E finalmente no ano de 2014, foram ofertadas 278 vagas e o órgão além de preenchê-las ainda convocou mais 100%, totalizando assim 556 candidatos alocados.

O professor atribui esse comportamento a dificuldade e altos custos dos trâmites para a realização de um novo concurso, possibilitando ao órgão conseguir a liberação de mais vagas com base nesse argumento. Tudo indica que no próximo concurso esse padrão pode se repetir.

Apesar dessa boa notícia, uma das maiores preocupações dos candidatos com relação a esse concurso é o tempo de estudo necessário para a aprovação. Uma das primeiras constatações é que começar a estudar o quanto antes é a melhor maneira de aumentar a suas chances para a prova, isso se dá principalmente devido ao grau de dificuldade imposto pela banca (Esaf) além do fato de que uma vez autorizado o concurso, as demais etapas de tramitação do concurso acontecem em um curto período de tempo – em 2014 no dia posterior a confirmação da Esaf como a banca responsável pelo concurso já saiu o edital.

Pesquisas com candidatos aprovados neste concurso apontam como tempo médio de preparação o de pouco mais de um ano para quem saiu do zero em matéria de conteúdo. Mesmo quem já é experiente quando o assunto é concurso público, costuma ser aprovado após sete a oito meses de preparação intensa.

Embora esse seja um tempo razoável de preparação em relação a outros concursos, há também quem demore mais tempo para alcançar a tão almejada aprovação, afinal, não é todo mundo que tem a possibilidade de se dedicar inteiramente aos estudos. O importante é que se aproveite todo o tempo possível para estudo sem esquecer, é claro, de cuidar da saúde e das obrigações cotidianas.

Levando em consideração o grau de dificuldade e os desafios a serem enfrentados por quem escolhe por trilhar esse caminho, os rendimentos são definitivamente um dos maiores fatores motivadores. Além das remunerações anunciadas no edital, reconhecidamente acima de muitos outros órgãos do Executivo, ainda é somado o valor de auxílio alimentação, auxílio saúde, benefício pré-escolar.

Tomando de exemplo a tabela atual (2016) de remuneração de um auditor da receita federal, em início de carreira a remuneração é de R$ 15.743,64, valor esse que é incrementado com R$ 458 de auxílio alimentação, R$ 101 a 124 de auxílio saúde por pessoa e o benefício pré-escolar de R$ 321. Além do salário e os benefícios citados, há também a possibilidade de incrementar os ganhos por exercendo uma função gratificada – funções de chefia – que dependendo do nível de responsabilidade pode acrescentar até R$ 1.700 reais a todo o montante recebido.

No ano de 2016, a Receita Federal conseguiu com o Governo Federal que pode modificar os salários atuais, esse acordo ainda depende de aprovação do congresso para entrar em vigor por intermédio de lei.

Nesse acordo, conseguiu-se uma diminuição na quantidade de padrões/níveis de carreira do auditor – que atualmente consistem em 13 padrões – para nove padrões apenas, permitindo assim ao auditor chegar mais rápido no teto.

Outra mudança notável que está prevista, é que essa remuneração que antes era um subsídio venha a se tornar um vencimento que será somado a um bônus de eficiência além dos benefícios já citados anteriormente. Tais mudanças preveem um vencimento de R$ 19.211,01 para o nível inicial da carreira de auditor com um bônus que pode chegar a R$ 5.000,00 – a partir do quarto ano de trabalho, sendo que no do terceiro ano de trabalho o bônus será de 75% do bônus recebido pelos mais antigos – como resultado dos leilões efetuados e mercadorias apreendidas, tal qual uma comissão.

De posse dessas informações, é fácil entender os motivos pelos quais o concurso para ingresso na Receita Federal está entre os mais disputados do país. As vantagens vão desde a mobilidade, flexibilidade até a remuneração e benefícios. Sem contar com o reconhecimento de estar entre os candidatos mais bem preparados do país, e tenha certeza que a Estratégia Concursos, com seus professores assim como o professor Arthur, qualificado e com uma trajetória de sucesso dentro e fora do setor público é a melhor maneira de se preparar para mudar a sua vida.

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